All I ever wanted…

maio 14, 2009

… was someone holding me whilst I’d had been crying.


Trouble

março 30, 2009

E eu que achava que iria desistir do coração. Que iria largar essa idéia besta, depois de tantos desapontamentos, depois de tanto baldes d’água frios. Mas é só tocar uma musiquinha romântica antiga, num desses clipes que só passam de madrugada na MTV, que eu me derreto.

E me entristeço. Porque o fim toda essa sentimentalidade será o mais puro e simples esquecimento. Se algum dia eu tive algum coração, se algum dia eu soube ser romântico, se algum dia houve quem disso pudesse aproveitar, bad karma, adeus.


A bagunça do birô

março 16, 2009

NR: texto originalmente publicado no saudoso osonhonaotemrecheio, a long, long time ago…

Eu tenho um birô no meu quarto. Uma senhora faleceu e não tinha filhos – eu acho que foi assim a história – e tinha uma casa com muitos móveis. Essa mobiliária toda foi distribuída entre vários sobrinhos, afilhados e aderentes. Meu pai estava nessa lista de heranças e conseguiu arrebatar dois birôs: um preto, com cara de rústico, três gavetas, que foi para o quarto do meu irmão, e outro branco, mais modernoso, com duas gavetas. Os dois com um certo tempo de uso, mas, como diz meu irmão, de boa.

Não, não é uma escrivaninha; é um birô mesmo. Você sabe o que é um birô? A palavra é um aportuguesamento (sei lá como se chama esse tipo de figura de linguagem; quem souber, me avise) da palavra de língua francesa bureau, que significa escritório. Por conseguinte, as mesas de escritório típicas desse tipo de repartição ganharam essa alcunha.

Em cima do meu birô tem muitos pertences meus. Meus poucos cds, alguns álbuns de fotos, alguns dvds, alguns livros, apostilas, papéis separados, enfim, um pouco de tudo. Na primeira gaveta tem documentos importantes e tralhas, como meu canivete suíço, meu baralho de Saddam Hussein, minha coleção de moedas de 1 centavo, entre outras quinquilharias que eu amo. E na de baixo tem papel. MUITO papel. De folhas A4 em branco semi-usadas a restos de caderno. Meu plano é preservar a natureza e economizar papel, fazendo aquele calhamaço de rascunho. Contudo, quem disse que eu me lembro de fazer isso?

Mas meu querido birô, atualmente, está bagunçado. E não é bagunçazinha de coisas espalhadas dentro daquele perímetro, não. É pior. É bagunça de coisa empilhada uma em cima da outra, cd misturado com papelada de admissão, pôster por cima de livro aberto, um caos. Bagunça daquelas de você procurar por alguma coisa e não achar, se mordendo de ódio por saber que o que você quer está lá, debaixo do estojo aberto com canetas saltando para fora que você não consegue nem imaginar onde esteja.

Acho que essa bagunça do meu birô sintetiza metaforicamente (sentiu o drama?) o meu estado, como andam as coisas em minha vida. Sim, um belo dia deixei alguma coisa fora do lugar e fui dormir, pensando que nada iria acontecer. Aí fui deixando outra coisa, um papel, meu saquinho de moedas, e tal. Quando eu percebi, tinha muita coisa fora do lugar. Muita mesmo. Era para eu ter arrumado naquele momento, mas teimei em deixar para outro dia. Fudeu.

Como tudo na vida, a bagunça ganhou proporções de uma bola de neve que desceu montanha abaixo. Ou acima, já que este agora é o sentido em que as coisas estão sendo empilhadas, uma em cima da outra. Caos mesmo. É como se fosse um sinal, uma lembrança de que o caos está instalado e que se eu nada fizer, ela só vai aumentar e ganhar maiores proporções. Em cima do birô estão meus planos para depois, as coisas que eu preciso pôr em seu devido lugar, o lixo que eu tenho que jogar no lixo, e por aí vai.

Mas eu não quero tocar nesse birô ainda, não agora. Eu quero ir arrumando ele à medida em que eu for arrumando a minha vida. É que todo começo é difícil. Mas assim que as coisas forem se acertando, eu pego um item do birô e ponho no lugar. Quando eu menos perceber, não só o birô, mas também eu estarei em ordem. E não vai ter mandinga no mundo que me impeça de concretizar isso.


Não tô aqui.

dezembro 6, 2008

Sueño

novembro 16, 2008

Daí que eu sonho que estou em Hong Kong, num daqueles edifícios comerciais com mil andares e mil lojas por andar. Loja não, barraquinha chique, daquelas com balcão de vidro mostrando os produtos, saca? Então. Passando por elas, me interesso em especial pela de jogos eletrônicos (oi? meu último videogame foi um Mega Drive? por que esse interesse súbito por jogos eletrônicos?), à qual eu paro em frente para olhar os títulos. Ao requisitar um catálogo com os produtos à vendedora (loira, gordinha, sardenta e sem olhinhos puxados, a citar) falando em inglês, lógico (eu falo inglês nos meus sonhos, tá?), esta me entrega o catálogo e vira-se para um outro cliente que já estava lá, continuando a conversar. Nisso eu percebo que ela estava falando em português com esse cliente, contando como a Derrota tinha sido divertida (WTF???). Pois bem. Com essa, eu fico feliz porque não sou somente o único brasileiro naquele lugar, mas estou em Hong Kong com mais pessoas DE ARACAJU E QUE FORAM PARA ESSA FESTA. Nem me liguei do COMO aquela pessoa loira era funcionária de uma loja de jogos eletrônicos num edifício de Hong Kong, but who cares, puxei papo com ela, contando da supresa de encontrar um conterrâneo por aquelas bandas. E ela também fica superfeliz, pois no momento seguinte, estamos todos nós, umas 7 pessoas, sentadas no chão conversando loucamente, no final do corredor desse andar que dá para uma dessas mega janelas panorâmicas de vidro, de onde podemos ver a cidade toda. Quem são essas 7, 8 pessoas? Sei lá. Só sei que conversávamos mil coisas, de como o Brasil é bacana, da loucura que é estar do outro lado do mundo naquele momento, entre outras firulas. Daí me dá mó saudade dos meus pais, e eu pego meu celular, me dirijo à janela panorâmica e ligo prá eles. Minha mãe atende, e eu começo a chorar, falando da saudade e tudo mais, de como estou distante deles. E isso tudo com meu gato (hã???) no colo, porque ele, de alguma forma, eu acabei encontrando meu bichano por lá. E nessa, bate a velha angústia de final de viagem, de quando você começa a olhar para trás e ver como aquela viagem foi divertida e como esses momentos de magia estão chegando ao fim pois você está voltando prá casa, e eu pergunto para meu amigo japa que é de lá mas fala um português MARA quantos dias faltam para irmos embora, e meu sonho acaba.

Entendeu? Nem eu.


Embalos de sábado à noite

novembro 11, 2008

Olá queridos leitores, espero que não tenham percebido minha ausência deste bloguxo. Só queria comunicar que estou bem e que meu fim de semana foi ótimo, uma vez que eu bebi meio litro de vodka PURA e que todas as facetas/personalidades/encostos tiveram uma chance de se divertir horrores na Derrota. Digo isso porque eu me lembro de METADE da festa, sendo a outra metade devidamente apagada da minha memória (a.k.a. amnésia alcoólica, kisscallme) – porém, segundo meus amigos, devidamente aproveitada, pois eu dancei, requebrei, balancei, pirei, o Ara Ketu me fez cantar, joga as mãozinhas para o ar.

Consagrada agora como uma das melhores festas EVER, mesmo sem conseguir lembrar de metade dela. Ou de como eu cheguei em casa, porque, convenhamos.


Carta para M.

novembro 3, 2008

Tenho curiosidade de saber como você anda, por suas próprias palavras, ou por intermédio de algum conhecido em comum. Se já se formou, se casou, se já tem filhos, no que está trabalhando, se está gostando, o que tem feito de bom, se ainda gosta daquelas mesmas coisas que você gostava quando a gente se conheceu, se ainda faz aquelas coisas que você faz quando a gente se conheceu.

Mas tenho receio. Não pelo que você pode ter se tornado. E sim, pela sinceridade das informações que me forem repassadas.


One of a kind…

outubro 31, 2008

Às vezes É MUITO CHATO não ter com quem conversar sobre certos assuntos. Tipo, discutir sobre “a cena dance do final dos anos 80/começo dos 90″ assim, de peito aberto, sem torcer o nariz, com alguém que tenha pelo menos uma noção do assunto.

É nessas horas que eu penso como deve ser mais fácil ter o gosto assim, comum, pasteurizado, igual. Ser idiota desse jeito é uma bênção, acreditem.


Since I ain’t able to speak personally…

outubro 26, 2008

… I’ll guess I’ll take this to talk about me, ‘k?

I’m a funny mess.